No mundo digital, cuidar também é proteger. Em 2026, os golpes estão mais sofisticados, mais convincentes e, muitas vezes, mais difíceis de identificar. O uso de Inteligência Artificial, vídeos falsos (deepfakes), documentos forjados e mensagens personalizadas tornou a fraude uma ameaça cotidiana, especialmente no setor da saúde, onde circulam dados sensíveis e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Quem trabalha em hospitais, clínicas, operadoras e laboratórios lida diariamente com informações pessoais e dados de saúde, que exigem atenção máxima. Um clique errado, uma conversa mal interpretada ou uma resposta apressada pode gerar impactos reais para pacientes, profissionais e instituições.
Este texto é um convite ao cuidado digital ,simples, direto e necessário.
Os golpes mais comuns (e perigosos) em 2026
1. O golpe do dinheiro “esquecido”
Mensagens prometendo valores a receber, saques liberados ou benefícios vinculados ao CPF continuam sendo iscas eficazes. Em ambientes hospitalares, essas mensagens muitas vezes chegam por e-mails corporativos ou aplicativos usados no dia a dia.
Alerta: órgãos públicos não fazem esse tipo de contato por WhatsApp, SMS ou e-mail genérico.
2. Golpes de recuperação
A vítima sofre uma fraude e, semanas depois, recebe contato de alguém que se apresenta como advogado, autoridade ou empresa especializada em “recuperar valores perdidos”. Na prática, é o mesmo golpe, pela segunda vez.
Alerta: não existe recuperação legítima com cobrança antecipada, especialmente por Pix, criptomoedas ou cartões-presente.
3. “Prisão digital”
Aqui, o medo é a principal arma. Falsos policiais entram em contato, apresentam documentos forjados, utilizam vídeos manipulados e ameaçam prisão, multas ou processos caso o pagamento não seja imediato.
Alerta: autoridades não investigam, ameaçam ou cobram valores por telefone, e-mail ou vídeo.
4. “Olá, pervertido”
E-mails ou mensagens afirmam que o computador foi invadido e que existem registros comprometedores. A chantagem exige pagamento rápido para “evitar exposição”.
Alerta: é golpe em massa. Não responda, não abra anexos e não pague.
5. Falso romance
Relações virtuais rápidas, intensas e cheias de afinidades “coincidentes” acabam em pedidos de dinheiro ou sugestões de investimentos milagrosos.
Alerta: excesso de intimidade precoce e resistência a encontros presenciais são sinais claros.
6. O falso médico
Criminosos se passam por médicos ou membros da equipe assistencial e entram em contato com familiares solicitando dinheiro para exames, cirurgias ou medicamentos urgentes.
Alerta: hospitais possuem fluxos formais. Pagamentos nunca são solicitados por telefone ou mensagem privada.
7. O falso advogado
Golpistas utilizam nomes reais, fotos profissionais e linguagem jurídica para convencer vítimas de que precisam pagar custas, taxas ou acordos urgentes.
Alerta: confirme sempre pelos canais oficiais do escritório ou da instituição. A urgência faz parte do golpe.
Por que a saúde é um alvo tão sensível?
Porque reúne três fatores críticos:
- Alto volume de dados pessoais
- Dados extremamente sensíveis, como informações clínicas
- Pessoas emocionalmente vulneráveis, como pacientes e familiares
Nesse cenário, o golpe não causa apenas prejuízo financeiro. Ele abala a confiança, expõe dados e pode gerar danos institucionais sérios.
Cuidar do digital é cuidar das pessoas
Segurança da informação não é só tecnologia. É comportamento, atenção e consciência coletiva.
Antes de clicar, responder ou transferir:
- Pare
- Leia novamente
- Confirme a origem
- Desconfie da urgência
- Peça ajuda
No ambiente da saúde, proteger dados é parte do cuidado. E esse cuidado começa em cada profissional.
Na HDPO, acreditamos que a proteção de dados e a segurança da informação são extensões do compromisso ético com o paciente. Informação segura também preserva relações, confiança e reputações.
Cuidar no digital é um ato de responsabilidade.
E responsabilidade, na saúde, nunca é opcional.

